Assunção explica diálogo com Felipão e revela 'ritual' nas faltas
Agência Palmeiras
Fábio Finelli
20/08/2010 19h00
Na reapresentação do Palmeiras na tarde desta sexta-feira (20), o volante Marcos Assunção concedeu entrevista coletiva e explicou o diálogo que teve com o técnico Luiz Felipe Scolari na palestra que antecedeu o jogo contra o Vitória e a classificação do Verdão para a próxima fase da Copa Sul-Americana.
"Nós estávamos comentando que o Rámon era forte na bola parada e tínhamos de evitar ao máximo fazer faltas perto da área. No Barradão, ele teve três chances e marcou um gol. Quando falávamos disso, o Felipão me pegou de surpresa e perguntou de quantas faltas eu precisava para marcar algum gol. E eu respondi que precisava de duas. A primeira o goleiro foi muito bem, mas na segunda eu cumpri com o prometido", brincou o jogador.
Durante a entrevista, Assunção explicou por diversas vezes as razões de ser um exímio cobrador de falta. Inicialmente, ele relembrou do início da carreira e do quanto os treinamentos foram e continuam sendo importantes para ele continuar tendo um aproveitamento acima do esperado.
"Quando eu tinha 17 anos, no Rio Branco, ficava batendo faltas com o Marcelinho Paraíba, Mineiro, Marcos Senna...e tínhamos um treinador, o Wilson Carrasco, que ficava treinando com a gente e sempre ganhava na disputa das cobranças. Aquilo servia como motivação, pois todos queriam continuar batendo faltas e vencer dele, mas nunca conseguíamos", revelou.
"O único segredo para cobrar faltas com perfeição é treinar muito. Eu costumo treinar de 30 a 40 cobranças de falta nos dias próximos ao jogo. Quando não faço isso, me sinto mal e despreparado. Por onde eu passei foi assim, e mesmo com 34 anos, continuo treinando forte para manter o ritmo."
Além dos treinamentos, Assunção revelou outro detalhe que o faz se sentir bem nas cobranças de bola parada, seja nas faltas ou escanteios. "Sou muito detalhista", brincou o camisa 28, que contou quais são seus rituais antes de bater com perfeição na bola. "Eu sempre olho a língua da chuteira para ver se está correta. No momento da cobrança de falta que originou o gol, eu vi que a língua estava um pouco torta. Eu já tinha feito isso antes, na verdade faço sempre (risos). Mas sei lá, isso me ajuda, me faz bem", contou.
Um dos atletas mais experientes do grupo, o volante palmeirense fez questão de creditar a classificação na Copa SA ao técnico Luiz Felipe Scolari. "Ele foi fantástico no discurso, no envolvimento para o jogo. Quando estávamos sem vencer há seis jogos, ele deu a mão para todos os jogadores e assumiu a culpa sozinho, chamou a responsabilidade para ele e disse que era o único culpado. Até pedimos uma reunião naquele momento, pois a responsabilidade precisava ser dividida entre todos nós."
Feliz com o bom momento e as duas últimas vitórias consecutivas na temporada, Assunção acha que o momento é de manter os pés no chão. "Não pode empolgar. É claro que estamos muito felizes, foi uma vitória heróica e que a maioria não acreditava. Mas ainda não ganhamos nada e precisamos manter os pés no chão, pois tem muito pela frente."
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