Kleber concorda com Scolari e pede dignidade no Palmeiras

Agência Palmeiras
Fábio Finelli
09/09/2010 19h07
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução Proibida
Gladiador fala em coletiva sobre a atual situação do Palmeiras

O atacante Kleber concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (09), na Academia de Futebol, e concordou com o discurso do técnico Luiz Felipe Scolari, que após o empate com o Vitória criticou a atuação da equipe e a classificou como sendo 'de várzea'.

"Ele não está errado. Fizemos um primeiro tempo horroroso e tomamos um gol infantil. Mas a culpa é de todos, e não apenas da defesa. A marcação começa lá na frente e todos precisam assumir a culpa pelo fracasso", apontou o Gladiador, que pediu dignidade e cumplicidade ao elenco palmeirense.

"Os jogadores precisam enxergar o tamanho do Palmeiras. Posso garantir que ninguém aqui está de sacanagem. Nós conversamos internamente e todos tem o objetivo de levar o Palmeiras lá para cima. Mas as coisas não estão acontecendo, infelizmente está dando tudo errado. Precisamos melhorar. Nosso grupo tem uma amizade enorme fora de campo, mas precisa levar isso para dentro, de um começar a correr um pelo outro."

Para Kleber, o maior prazer dele neste momento é recolocar o Verdão na rota das vitórias para poder sair de 'cabeça erguida' de casa. "Não sou apenas eu ou o Felipão que estamos chateados. Todo o grupo está, isso eu vejo pela conversa nos vestiários. Mas precisamos vencer, não pode só ficar falando. Tudo o que eu mais quero é poder sair de casa, jantar de cabeça erguida num restaurante e ver o torcedor feliz. A torcida está abraçando o time, mas o time não está abraçando os torcedores. Essa situação precisa mudar."

Apesar das lamentações, o camisa 30 vê o elenco em condições de dar a volta por cima neste segundo turno da competição nacional. "As pessoas esquecem, mas jogamos muito melhor contra o Atlético-MG e Fluminense. Contra o Cruzeiro, atropelamos no primeiro turno. Conversei com os jogadores do Cruzeiro e eles achavam que iriam 'tomar' de quatro. De repente dá um apagão no time e a gente precisa encontrar um jeito disso não acontecer mais."

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